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Neologismos a valer

 

 

A linguagem, um fenômeno mais que científico, social, é extremamente mutável, tanto quanto o direito – possivelmente mais ainda –, estando sujeita não só às consagrações que o uso traz, mas também às loucuras impostas pelas gerações de loucos que vêm ao mundo.

 

Os neologismos são criações de palavras – eu diria que são distorções das já existentes, mas cada um na sua – que, com o tempo, passariam a incorporar nosso vernáculo.

 

O problema é que hoje todo cara pálida acha que pode sair inventando palavra nova; que é só colocar a terminação “mente” e se tem um advérbio de modo. Rapidamente, ruidosamente... devagarmente...

 

Aí vem a “pégola” – como diz um colega meu que tem a língua meio presa – de hoje. Está muito mal escrita, muito mesmo, mas vamos respirar fundo e esquecer essas aberrações para forcarmos na coisa que me fez fotografar essa página:

 

 

 

Essa rendeu algumas risadas no gabinete.

 

Ok, talvez o sujeito não tenha de fato tentado inventar uma palavra nova; talvez ele pense que ela de fato exista. Nesses casos, fica a dica: dicionário. Meu pai chamava ele de “pai dos burros”. Eu digo que ele é “pai dos inteligentes”, porque burro só pode ser quem não o consulta e acha que está arrasando com o vernáculo deveras escorreito que acabou de empregar.

 

Lembrem-se, ele é seu melhor amigo. E o irmão dele, o dicionário de sinônimos, é outro cara muito legal.

 


 

Como referenciar este conteúdo

BELLI, Marcel. Neologismos a valer. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 20 Out. 2010. Disponível em: investidura.com.br/biblioteca-juridica/colunas/diario-de-estagiario/171783-neologismos-a-valer. Acesso em: 24 Abr. 2019

 

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