Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário – Fonte IBGE - Base: Outubro de 2011 | Portal Jurídico Investidura - Direit

Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário – Fonte IBGE - Base: Outubro de 2011

Emprego industrial varia – 0,4% em outubro

O emprego industrial variou -0,4% em outubro de 2011 na comparação com setembro, na série livre de influências sazonais, após também mostrar taxa de -0,4% no mês anterior. Na comparação com outubro de 2010, o indicador mostrou variação de - 0,3%, primeiro resultado negativo desde janeiro de 2010. Com isso, o índice acumulado nos dez primeiros meses do ano avançou 1,3%, mas com ritmo abaixo do verificado nos meses anteriores. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao apontar expansão de 1,6% em outubro de 2011, prosseguiu com a redução na intensidade do crescimento iniciada em fevereiro último (3,9%). Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,1% em outubro frente ao patamar do mês anterior, após ficar praticamente estável desde o final do ano passado.

Em relação a outubro de 2010, o emprego industrial decresceu - 0,3%, com um recuo do contingente de trabalhadores em seis dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo foi em São Paulo (-3,5%), pressionado pelas taxas negativas em 15 dos 18 setores investigados, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de borracha e plástico (-12,3%), de papel e gráfica (-8,2%), de alimentos e bebidas (-3,5%), de produtos de metal (-6,2%) e de calçados e couro (-12,3%). Ceará (-2,9%) e Santa Catarina (-0,7%) também apresentaram reduções. O primeiro foi influenciado pela queda de 6,3% no setor de calçados e couro, e o segundo por conta das perdas verificadas em madeira (-14,1%), têxtil (-3,8%) e calçados e couro (-18,2%).

Setorialmente, o emprego industrial recuou em nove dos 18 ramos investigados, com destaque para calçados e couro (-8,6%), borracha e plástico (-6,5%), madeira (-11,1%), vestuário (-3,6%) e papel e gráfica (-4,6%). Alimentos e bebidas (2,7%), meios de transporte (6,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,0%) e máquinas e equipamentos (2,3%) apontaram os principais impactos positivos.

No índice acumulado nos dez primeiros meses de 2011, o nível do pessoal ocupado na indústria foi 1,3% maior do que em igual período do ano anterior, apoiado no crescimento de 11 dos 14 locais e de dez dos 18 setores investigados. Paraná (5,5%), Minas Gerais (3,1%), região Norte e Centro-Oeste (3,2%), Rio Grande do Sul (2,5%) e região Nordeste (1,7%) exerceram as maiores pressões positivas sobre o total da indústria, enquanto São Paulo (-0,9%), Ceará (-1,7%) e Espírito Santo (-0,8%) apontaram as taxas negativas no índice acumulado no ano. Setorialmente, as contribuições positivas mais relevantes vieram de meios de transporte (7,4%), alimentos e bebidas (2,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,3%), máquinas e equipamentos (3,9%), outros produtos da indústria de transformação (4,6%), produtos de metal (3,3%) e metalurgia básica (5,1%). Os ramos de papel e gráfica (-8,4%), de calçados e couro (-4,3%), de madeira (-8,9%) e de vestuário (-2,8%) responderam pelos principais impactos negativos no total nacional.

Número de horas pagas é – 0,9% menor que em setembro

Em outubro de 2011, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, ao apontar queda de -0,9% frente ao mês imediatamente anterior, assinalou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 1,7%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral caiu -0,5% na passagem dos trimestres encerrados em setembro e outubro e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em abril último.

No confronto com outubro de 2010, houve recuo de -1,0% no número de horas pagas, segunda taxa negativa consecutiva e a menor desde dezembro de 2009 (-1,4%). O índice acumulado nos dez meses do ano avançou 0,9% e manteve a desaceleração no ritmo de crescimento frente aos resultados dos meses anteriores. A taxa anualizada cresceu 1,4%, mas permaneceu apontando avanços menos intensos desde fevereiro (4,5%).

Na comparação com outubro de 2010, as taxas foram negativas em quatro dos 14 locais pesquisados. A principal influência negativa foi observada em São Paulo (-3,6%), pressionada em grande parte pela redução do número de horas pagas em 15 dos 18 setores investigados, com destaque para as perdas vindas de produtos de metal (-11,1%), alimentos e bebidas (-4,0%), metalurgia básica (-17,4%), borracha e plástico (-7,4%), papel e gráfica (-8,2%), têxtil (-6,6%) e calçados e couro (-8,7%). Santa Catarina (-2,2%) e Ceará (-2,1%) também tiveram recuo. Pernambuco (6,6%) exerceu o principal impacto positivo no total do número de horas pagas, impulsionado pelo crescimento nos setores de alimentos e bebidas (10,6%) e de meios de transporte (46,4%).

Setorialmente, o número de horas pagas diminuiu em 11 dos 18 setores pesquisados, com as maiores influências negativas vindas de calçados e couro (-8,4%), produtos de metal (-5,1%), vestuário (-4,2%), madeira (-11,4%), papel e gráfica (-5,2%), borracha e plástico (-4,5%) e têxtil (-4,8%). Meios de transporte (5,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,3%), alimentos e bebidas (1,3%) e máquinas e equipamentos (3,1%) exerceram as contribuições positivas mais significativas.

O índice acumulado nos dez meses de 2011 mostrou expansão de 0,9% frente a igual período do ano anterior, com taxas positivas em dez dos 14 locais e em dez dos 18 ramos investigados. No corte setorial, as principais contribuições positivas vieram de meios de transporte (6,8%), alimentos e bebidas (2,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,6%) e máquinas e equipamentos (4,5%), enquanto papel e gráfica (-9,0%), calçados e couro (-5,4%), vestuário (-3,1%) e madeira (-9,0%) assinalaram os maiores impactos negativos.

Entre os locais, ainda no índice acumulado no ano, as influências positivas mais relevantes vieram de Minas Gerais (3,1%), região Norte e Centro-Oeste (3,5%), Paraná (3,1%), região Nordeste (1,5%), Rio Grande do Sul (1,7%) e Pernambuco (5,5%). São Paulo (-1,1%) e Ceará (-2,9%) apontaram os resultados negativos no índice acumulado no ano.

Valor da folha de pagamento real recua 2,2%

Em outubro de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 2,2% em relação ao mês imediatamente anterior, após assinalar expansão de 3,3% em agosto e queda de 1,9% em setembro. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou variação de -0,3% em outubro frente ao patamar de setembro e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado.

No confronto com iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real avançou 1,4% em outubro de 2011, 22º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, e 4,6% no acumulado dos dez meses do ano. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 5,8% em setembro para 5,1% em outubro, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em maio último (7,6%).

No índice mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu 1,4% em outubro de 2011, com resultados positivos em 11 dos 14 locais pesquisados. A maior contribuição positiva sobre o total da indústria veio de Minas Gerais (6,8%), apoiado em grande parte nos avanços observados em metalurgia básica (9,8%), meios de transporte (7,4%), indústrias extrativas (12,0%), alimentos e bebidas (6,9%) e máquinas e equipamentos (11,8%). Paraná (6,7%), região Norte e Centro Oeste (5,2%), região Nordeste (2,9%) e do Rio Grande do Sul (3,0%) também cresceram. São Paulo (-1,8%) exerceu o principal impacto negativo no total da indústria, pressionado pelos resultados negativos de papel e gráfica (-26,8%), meios de transporte (-2,3%) e produtos de metal (-6,6%).

Setorialmente, o valor da folha de pagamento real avançou em dez dos 18 setores pesquisados, impulsionado pelas taxas de máquinas e equipamentos (8,3%), alimentos e bebidas (4,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,8%), metalurgia básica (5,0%) e outros produtos da indústria de transformação (6,5%). As maiores influências negativas foram observadas em papel e gráfica (-16,4%), produtos de metal (-2,1%), madeira (-7,7%), produtos químicos (-1,3%) e calçados e couro (-2,8%).

No índice acumulado dos dez meses do ano, o valor da folha de pagamento real mostrou expansão de 4,6%, com todos os locais investigados apontando resultados positivos. O principal impacto sobre o total nacional foi verificado em São Paulo (2,5%), impulsionado por meios de transporte (9,2%), máquinas e equipamentos (7,8%) e alimentos e bebidas (4,0%). Minas Gerais (10,4%), Paraná (9,3%), região Norte e Centro-Oeste (6,7%), região Nordeste (5,3%) e Rio de Janeiro (5,2%) tiveram taxas positivas.

Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real mostrou resultados positivos em 13 das 18 atividades pesquisadas, com destaque para meios de transporte (11,1%), alimentos e bebidas (5,3%), máquinas e equipamentos (7,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,2%), indústrias extrativas (7,8%) e metalurgia básica (7,1%). O setor de papel e gráfica (-10,6%) assinalou o principal impacto negativo no total da indústria.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.. Site: http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.

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BERGAMINI, Ricardo. Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário – Fonte IBGE - Base: Outubro de 2011. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 14 Dez. 2011. Disponível em: investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/economia/214980-pesquisa-industrial-mensal-de-emprego-e-salario--fonte-ibge-base-outubro-de-2011. Acesso em: 21 Set. 2017

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