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Qual o futuro da advocacia?

 

Há uns 10 anos tive a oportunidade de assistir a uma palestra com o ex-padre Lauro Trevisan sobre o poder da mente e inclusive comprar seu livro chamado A era de Aquário.

 

Sua apresentação, bem como seu livro, falam sobre o poder da mente e o cerne da questão é que tudo aquilo que vemos externamente, primeiro ocorre internamente. A era de Aquário, já dizia ele, será marcada pelo domínio do imaterial sobre o material. E este pensamento, será aplicado à advocacia? Não tenho dúvida que SIM!!!

 

Após a metade do século passado e ainda até o presente momento a materialidade domina, porém, vem se enfraquecendo e seu fim está próximo. Começaram a surgir as grandes bancas de advocacia, com estruturas imensas e custos altíssimos, aqui o que vale é aparência, a materialidade para impressionar o cliente, o qual acaba pagando por tudo isso, ou seja, mais vale o material do que o imaterial, o cliente contrata e não conhece nem as qualidade do advogado que irá prestar o serviço.

 

Neste início do século, devido ao uso da internet, a situação mudará, o imaterial dominará o material! O conhecimento do advogado começará a ser valorizado e não mais sua estrutura física. O cliente saberá quem estará realizando o trabalho para ele e terá oportunidade de conhecer suas qualidades profissionais. A estrutura que interessará para o cliente são as pessoas e não a casa ou o prédio onde está instalado. Assim, o cliente poderá contratar um advogado de Manaus, para fazer sua ação em Curitiba. Como? É muito simples. Hoje basta serem encaminhados, por exemplo, os documentos através de “scanner” para o advogado e este encaminhar a petição por Sedex para seu cliente ou para seu correspondente em Curitiba através de e-mail numa fração de segundos!

 

Esta é a realidade hoje, pois daqui a pouco os advogados já terão sua assinatura digital e os tribunais informatizados, isso permitirá que o advogado encaminhe sua petição de Manaus diretamente para o destino, inclusive com os documentos.

 

Estamos na era de Aquário, era da imaterialidade, onde o futuro da advocacia está baseado no conhecimento do advogado e não mais na sua estrutura física.

 

 

Robson Zanetti é Advogado. Doctorat Droit Privé pela Université de Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Corso Singolo em Diritto Processuale Civile e Diritto Fallimentare pela Università degli Studi di Milano. Autor de mais de 150 artigos , das obras Manual da Sociedade Limitada: Prefácio da Ministra do Superior Tribunal de Justiça Fátima Nancy Andrighi ; A prevenção de Dificuldades e Recuperação de Empresas e Assédio Moral no Trabalho (E-book). É também juiz arbitral e palestrante. [email protected]


Como referenciar este conteúdo

, Robson Zanetti. Qual o futuro da advocacia?. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 08 Ago. 2010. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/direitoetecnologia/167081-qual-o-futuro-da-advocacia. Acesso em: 12 Jul. 2020

 

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