Uma grande festa marcou hoje (7) o Ato Público pelo Trabalho Seguro realizado nas obras do Estádio Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), com a participação de cerca de 700 trabalhadores, patrões e autoridades. Foram exibidos vídeos de conscientização da prevenção de acidentes, shows com artista locais sobre o tema e distribuição de material educativo.
“Quisera alegrar-vos, prefiro salvar-vos”. Com esta citação do apóstolo Paulo, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro João Oreste Dalazen, deu início ao ato público. “Por vocês e para vocês é que organizamos este momento”, ressaltou, ao lembrar que Mato Grosso tem o pior índice de acidentes de trabalho com morte: 20 óbitos para cada 100 mil habitantes.
O ministro Dalazen conclamou a todos a não apenas fazer coisas grandiosas – como os estádios e obras para receber a Copa de 2014 – mas, principalmente, “fazer melhor e com observância das normas técnicas de cada ofício”. O ministro lembrou que quase todos os acidentes são previsíveis e poderiam ser evitados. “Eles não acontecem por acaso, mas são causados, provocados, por culpa de alguém, por desinformação, por excesso de confiança que leva à desatenção, descuido e imprudência”.
Dalazen se dirigiu especialmente aos trabalhadores e empregadores, lançando o desafio de concluir as obras da Copa sem acidentes graves. “Precisamos dar um basta nesta história. Afinal, estamos tratando da história da vida de vocês”.
O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, disse que o Estado está totalmente comprometido em diminuir os índices de acidentes de trabalho. “A estrutura do Estado tem que estar envolvida na função de conscientizar os empresários para essa questão”, afirmou, lembrando que Mato Grosso hoje é “um canteiro de obra” devido a seu grande crescimento econômico. As palavras do governador reforçam a importância da contribuição dos empregadores nesse processo, não só no sentido de fornecer os materiais de segurança, mas também de fiscalizar e cobrar a sua utilização.
(Augusto Fontenele/TST e Aline Cubas/TRT-MT)
Fonte: TST
