Sob a forma de protesto político, manifestação de revolta ou de desejo de auto-afirmação, além de incontáveis outras razões, a pichação existe há milênios. Uma das atestações mais vívidas dessa prática na antiguidade são as paredes da cidade romana de Pompeia, que foi soterrada pelas cinzas de uma erupção do vulcão Vesúvio no ano de 79 depois de Cristo. As cinzas deixaram as ruínas num estado de conservação incomum, praticamente congelando no tempo aquela comunidade romana até que o sítio arqueológico começasse a ser escavado no século 18. As pichações de quase 2 mil anos descobertas em Pompeia exprimem mandingas, declarações de amor e lemas políticos, entre outros motes.
Rafael Faria / Jornal do Senado
Fonte: Senado
