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Relatório sobre carvão gaúcho e energia eólica fica pronto até setembro







A Comissão Especial do Carvão Mineral e Energia Eólica da Assembleia Legislativa realizou, na tarde desta segunda-feira (15), sua última audiência pública antes do recesso parlamentar, que inicia quarta-feira (17). Foram ouvidas até agora várias entidades relacionadas aos setores carbonífero e eólico, técnicos, universidades e empresas: “No início de agosto vamos começar a fazer o relatório e vamos ver se ainda há alguma questão que possamos aprofundar, se for preciso chamar mais alguém nós vamos chamar”, disse o relator da comissão, deputado Valdeci Oliveira (PT). “Acho que no máximo até setembro devemos apresentar o relatório”, adiantou.



Nesta audiência pública, foi ouvido o jornalista Elmar Bones, que recentemente editou revista específica sobre a infraestrutura de energia no Rio Grande do Sul, tendo como destaque a matriz do carvão mineral. Segundo ele, entre outros fatores, o setor vem sendo prejudicado politicamente pela falta de continuidade dos projetos, já que nunca houve reeleição de um governador do Estado. Além disso, até a chegada de Tarso Genro ao Palácio Piratini, os gaúchos vinham sendo governados por mandatários que eram de oposição ao governo federal, o que também trouxe prejuízos ao aproveitamento do carvão mineral como matéria-prima.


Já o engenheiro eletricista João Ramis, supervisor técnico da Transmissora Sul Litorânea (TSLE), garantiu que já há tecnologia suficiente para a construção de usinas térmicas a carvão que produzem energia quase limpa: “Inclusive, já existem usinas que utilizam todos os resíduos do carvão, a poluição que fica é quase nada”, afirmou. O presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Sereno Chaise, por sua vez, defendeu que “todas as formas de energia devem ser aproveitadas” (carvão, eólica, solar, hídrica), porque, segundo ele, “a energia está diretamente ligada ao desenvolvimento”.


Para o deputado Valdeci Oliveira, a contribuição dos depoimentos de especialistas tem sido muito boa e encaminhamentos importantes devem ser apontados no relatório que ele vai apresentar. Citou como exemplo a preocupação com o reforço das linhas de transmissão da energia produzida: “Não adianta ter toda a produção necessária e não poder fazer a transmissão dessa energia”, ponderou. Segundo ele, alguns participantes das audiências sugeriram a criação de uma secretaria específica de minas e energia no governo do Estado, área que hoje está integrada à Secretaria de Infraestrutura e Logística.

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Relatório sobre carvão gaúcho e energia eólica fica pronto até setembro. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2013. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/alrs/relatorio-sobre-carvao-gaucho-e-energia-eolica-fica-pronto-ate-setembro/ Acesso em: 20 abr. 2026