Por isso é preciso mudar essa realidade. É preciso que o educando se qualifique em atividades rurais e adquira habilidades necessárias para desenvolver projetos inovadores e atuar como agricultor qualificado técnica e administrativamente. Uma alternativa é a chamada Pedagogia da Alternância. Nela os alunos passam por períodos de formação nas escolas e alternam com períodos de trabalho na propriedade da família. São sujeitos ativos. Mais de 80% dos alunos que passam por modelo continuam no campo.
Para tanto, precisamos trabalhar pela criação de políticas de incentivo. Através da Subcomissão de Educação no Campo da Assembleia Legislativa do RS temos discutido a questão com a Secretaria de Educação do Estado, que dentro de um mês anunciará a criação de um comitê para debater o tema, composto por diversas entidades. A meta é debater o modelo pedagógico e também questões de infraestrutura e transporte intracampo. Certo é que o futuro do campo depende de ações do presente. A educação é ponto chave.
*Deputado Estadual e coordenador da Subcomissão de Educação do Campo da Assembleia Legislativa
Fonte: AL/RS
