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Coqueluche volta a preocupar autoridades em SC

A ocorrência de novos casos de coqueluche tem chamado a atenção das autoridades de saúde do estado. A doença, que até 1990 estava controlada, tem sido verificada em diversas cidades catarinenses e atinge principalmente crianças em seus primeiros anos de vida. Somente de janeiro até agora, foram registrados 119 casos, contra 47 em todo o ano de 2011, o que levou a Vigilância Epidemiológica a emitir nota técnica sobre a conduta e procedimentos a serem adotados pelos profissionais de saúde.
O aumento na incidência da coqueluche não está restrito a Santa Catarina. Segundo o Ministério da Saúde, desde 2011 vem sendo observado um aumento no número de casos da doença em todas as regiões do Brasil. Somente neste ano, 1.759 pessoas foram infectadas em todo o país. Destas, 39 morreram, a maioria crianças de até dois anos de idade.
No estado, a incidência da doença apresenta evolução contínua nos últimos três anos. Em 2010, o índice de contágio era de 0,31 por 100 mil habitantes, número que subiu para 0,73 em 2011, e que no terceiro trimestre de 2012 já alcançou 1,86. A taxa de letalidade, entretanto, retrocedeu. Em 2011, 8,6% dos casos registrados resultaram em morte, contra 1,6% neste ano, o que equivale a dois óbitos.

Perda de imunidade
De acordo com a gerente do setor de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Vigilância Epidemiológica Estadual, Luciana Amorim, a doença vem sendo registrada em todas as regiões do estado na forma de casos isolados, o que descarta a configuração de um surto. O aumento da incidência estaria ligado à perda gradual da imunidade adquirida pela vacina e ao uso de novos métodos de diagnósticos. ?A hipótese é que os adultos estejam se tornando fontes de contágio, pois a vacina só oferece proteção por 10 anos. Este fato é preocupante e tem colocado a Vigilância Epidemiológica em estado de alerta?.
Quando um caso é confirmado, explicou Luciana, os técnicos da Vigilância Epidemiológica fazem uma varredura na região afetada para que seja realizada a imunização das crianças que estão em atraso com a vacinação.
Devido à possibilidade de agravamento e letalidade da doença, o órgão emitiu uma nota técnica orientando os profissionais da saúde do estado sobre a necessidade de se iniciar o tratamento logo que forem detectados os primeiros sintomas da doença, antes mesmo do resultado dos exames clínicos. ?Recomendamos aos pais que mantenham em dia a vacinação de suas crianças e que, caso detectem algum sintoma, como febre e tosse por mais de duas semanas, as levem ao médico para que seja feito o diagnóstico e tratamento?, disse. (Alexandre Back)


Fonte: AL/SC
Seção: Notícias
Categoria: MP/SC

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NOTíCIAS,. Coqueluche volta a preocupar autoridades em SC. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 30 Set. 2012. Disponível em: investidura.com.br/noticias/343-mpsc/273255-coqueluche-volta-a-preocupar-autoridades-em-sc. Acesso em: 01 Mar. 2021

 

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